quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sobre crescer e a perda da inocência

Trabalhar com adolescentes me proporciona uma série de reflexões que a tempos eu nem imaginava, tais reflexões são recorrentes ao contato diário com centenas deles, seus desejos, suas angústias, vontades e tentativas de se destacar perante um grupo.
Ultimamente tento observá-los de uma forma mais humana, mais igualitaria. As cobranças sofridas por cada um deles, os tornam cada vez mais arredios, desconfiados, procurando sempre "um outro lado" ou "uma segunda intenção" para qualquer ato, seja de um colega ou não.
Muitas vezes nós "adultos" descarregamos naqueles que nos cercam as cobranças que nós sofremos, e nos esquecemos que tais cobranças, assim como aconteceu conosco, retira o pouco da inocência e da criança que existe em cada um deles.
Observem as crianças que cercam nossas vidas, sempre curiosas, dedicadas aos seus objetivos mesmo que este seja alcançar o galho mais alto de determinada árvore, de uma hora para outra surgem as cobranças, "recolha os brinquedos, faça a tarefa, não diga isso" ou ainda na escola, com ações punitivas, provas punitivas, trabalhos impossíveis, só para sustentar o nosso próprio ego (sim muitas vezes nós professores somos egocêntricos).
Forçamos nossos adolescentes a crescerem precocemente, despejamos nossas frustrações, fazendo-os esquecerem que ainda são crianças.
Pode parecer utópico o que estou dizendo, mas quem, (se alguém ler isto) não gosta de perder algumas horas deliciando-se com os pequenos prazeres que a vida nos proporciona, seja em um jogo de cartas, video-game, ou perder horas naquela boa conversa com os amigos, se ser criança não é bom, não perderíamos horas lembrando dos nossos momentos, revivendo as nossas decepções da adolescência e o melhor de tudo, sentir saudades daqueles momentos.
Não perca a oportunidade de reviver a infância, pois são nesses momentos que realmente crescemos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Apresentando!


Após muito refletir sobre o cotidiano de um homem comum, percebi que muitos deles não se identificam com o conceito de “Macho Alfa”, principalmente no mundo moderno, a partir dessa constatação pude compreender mais sobre mim, e pretendo compartilhar a experiências do cotidiano de um Homem normal, que mora no interior mas não tem casa no campo, apesar de gostar de rocks rurais, e ainda carrega consigo a certeza dos amigos do peito e a importância de manter um relacionamento saudável com a família e os amigos.
Mas quais as intenções deste “pseudo-diário”? (já que não atualizarei diariamente mas sim quando me der na telha) compartilhar lições valiosas (pelo menos para mim) do cotidiano, reflexões sobre conversas com os amigos, atitudes em família e com os filhos.
Vamos tentar entender então qual o perfil do Macho Beta:
“O termo, da biologia, significa exatamente o oposto do macho alfa, o líder de um grupo de animais. O alfa exibe sua força, valentia, coragem e é responsável por garantir a caça. São eles que costumam conquistar as melhores fêmeas do bando. O beta é o subordinado, segue os demais e não faz questão de participar das disputas masculinas.” (Fonte revista época - http://bit.ly/buwZzT)
logo:

O perfil do macho beta
O macho beta não teme
-assumir o fracasso
-pedir perdão
-chorar em público
-dizer “eu te amo”
-discutir a relação com a mulher
-cuidar dos filhos, cozinhar, lavar e passar

Um macho beta nunca
- vai sofrer por não ser o melhor em tudo
- cair em depressão por ser mantido pela mulher
- enganar a companheira por diversão
- depilar o peito brigar na rua (confesso que já fiz os dois)
- olhar-se no espelho o tempo todo.

Bom, voltado aos amigos e aos amigos dos amigos, espero que este seja um espaço voltado ao cotidiano dos vários Machos Beta que existem por aí, (interessante que no meu cotidiano, conheço vários deles, uns mais, outros menos, mas vários deles!) ;)